Primeiros Habitantes
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O Sítio Morro Azul, em Campinas, é um sítio arqueológico lítico pré-cerâmico a céu aberto, registrado no Cadastro Nacional de Sítios Arqueológicos do IPHAN. Foi identificado durante um levantamento e resgate arqueológico feito pela empresa Scientia Consultoria Científica (2001) ao longo do prolongamento da Rodovia dos Bandeirantes (SP-348), que revelou cinco sítios líticos pré-coloniais na região: três em Santa Bárbara D'Oeste (Toledos, Matão e Lagoa) e mais dois — Morro Azul (Campinas) e Santo Antônio (Limeira).
A indústria lítica desses sítios mostra seleção preferencial de seixos de sílex (mais raramente quartzo) para produção de instrumentos expedientes, com retoques marginais e pouca alteração da morfologia original dos suportes.
Mais tarde, grupos ceramistas da tradição Tupiguarani ocuparam a região mais ampla, com agricultura de milho e mandioca ao longo do sistema fluvial Atibaia–Capivari — padrão consistente com outros sítios cerâmicos da mesma tradição já identificados na região (Rio Claro, Ibitinga).
Correção em relação à versão anterior
O texto anterior afirmava que o Morro Azul tinha "7.000 a 11.000 anos". A fonte acadêmica consultada nesta revisão (Galhardo, 2010) não atribui essa datação ao Morro Azul especificamente — ela cita datação por termoluminescência de 2.900–2.700 anos AP apenas para o sítio-irmão Toledos (Santa Bárbara D'Oeste), da mesma prospecção. Não localizamos, nesta pesquisa, uma datação publicada específica para o Morro Azul. A faixa "7.000–11.000 anos" deve ser tratada como não confirmada até que o relatório técnico original da Scientia Consultoria (2001) seja consultado diretamente.